
6Descrição Wanya - Escala em Orongo Desenhos: Nelson Dias Texto: Augusto Mota Considerado na altura, pelos críticos da especialidade, como uma obra de referência, Wanya - escala em Orongo constitui, nas palavras de Vasco Granja, "a prova evidente de que pode existir uma banda desenhada portuguesa de qualidade." Aquando da sua publicação nos anos 70, o livro Wanya - Escala em Orongo tinha um aspecto invulgar para álbum de BD. De formato praticamente quadrado, em cuja capa sobressaía, e surpreendia, uma ilustração a preto e branco, simbiose entre ficção científica e erotismo, a narração figurativa tomava como base a crítica da sociedade. Wanya - Escala em Orongo, denota ainda uma mensagem pacifista, de carácter universal, propondo-se a heroína desta história eliminar os derradeiros vestígios de uma civilização que pretende fazer da guerra a sua razão de ser. O álbum Wanya - Escala em Orongo chegou a ser publicado na Alemanha Editor: Assirio & Alvim 1ª Edição de 1973 Capa mole Muito raro Em muito bom estado de conservação Envio em correio editorial, convenientemente embalado. "Wanya - escala em Orongo", uma banda desenhada experimental e vanguardista de Nelson Dias e Augusto Mota lançada pouco antes da revolução de Abril; Foi reeditada em 2008; A obra tem desenho de Nelson Dias e texto de Augusto Mota, dois professores que se conheceram numa escola em Leiria e que criaram uma das mais modernas bandas desenhadas portuguesas, cuja personagem principal - Vânia - é uma heroína no planeta Orongo. "É uma obra de vanguarda do ponto de vista técnico e gráfico, com uma modernidade e um arrojo ético-fantástico que me surpreenderam", disse à agência Lusa o crítico de BD José de Matos-Cruz, que em 1972 publicou algumas pranchas originais de "Wanya" numa fanzine em Coimbra. "Wanya - escala em Orongo", que é editado este mês pela Gradiva, saiu pela primeira vez em Dezembro de 1973, pela Assírio & Alvim, com uma tiragem de cinco mil exemplares, revelando uma narrativa figurativa pouco usual na banda desenhada da época. "Rompeu com o padrão de banda desenhada da altura, que era sobretudo para um público infanto-juvenil, e surgiu como uma obra para adultos, com uma heroína que é quase um símbolo da mulher libertadora", explicou José de Matos-Cruz, que assina um dos três prefácios da nova edição. Nelson Dias, que em 1973 tinha 33 anos, estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e tem obra representada em várias colecções. Augusto Mota, que tinha 37 anos quando saiu "Wanya - escala em Orongo", é licenciado em Filologia Germânica e colaborou com texto e ilustração para várias publicações. "Wanya - escala em Orongo" foi a única obra que ambos lançaram em conjunto.
